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Os frutos do Espírito Santo
O Espírito Santo é a terceira Pessoa
da Santíssima Trindade e Ele é o "Senhor que dá a
vida e que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o
Filho é adorado e glorificado. Foi Ele que falou
pelos profetas." O Espírito Santo é o dador de todos
os dons e carismas extraordinários; todos os frutos
espirituais provêm d'Ele.
O Espírito Santo vem às nossas almas
no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as
três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a
Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que
recebemos o Sacramento do Crisma ou Confirmação,
onde recebemos a efusão do Espírito que derrama
sobre nós os sete dons: A Sabedoria ou Sapiência, o
Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a
Piedade e o Temor de Deus.
O Espírito Santo, para além de
derramar as sete grandes colunas cristãs, confere ao
cristão doze frutos que são: a Caridade, o Gozo, a
Paz, a Paciência, a Benignidade, a Bondade, a
Longanimidade, a Mansidão, a Fé, a Modéstia, a
Continência e a Castidade.
Importa definir em breves palavras,
não só os dons mas, fundamentalmente os frutos do
Espírito Santo.
- A
Caridade
é um fruto do Espírito Santo. A caridade é amor e é
o maior dos dons, porque ela não desaparece, existe
para além da morte. O céu vive no amor: "A fé e a
esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais
desaparecerá" (1 Cor. 13,8).
- O
Gozo ou alegria
é caracterizado por aquelas emoções interiores,
aquela alegria interior e satisfação espiritual
profunda que o Espírito Santo derrama no coração e
na alma. A pessoa sente um gozo inexplicável. Não há
palavras humanas que possam descrever o gozo que
provém do Espírito Santo.
- A
Paz
de que falamos não tem nada a ver com
os motivos ou sensações externas mas é uma paz e
suavidade interior, tal como Jesus disse aos Seus
apóstolos: "Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz,
não como o mundo a dá mas como Eu a dou" (Jo 14,
27). Jesus é a paz e a suavidade da alma.
- A
Paciência
suporta as adversidades, as doenças, as
contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto
essencial para que o cristão persevere na sua fé. O
cristão paciente dificilmente é demovido da sua fé
porque ele suporta tudo com paciência. A alma
paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o
seu Deus mas tudo suporta e aceita.
- A
Benignidade
é a bondade que vai para além da bondade, isto é,
muitas vezes fazemos um bem mas só até certa medida.
Porém, a benignidade é a execução desse bem que vai
para além do que deveria ser feito.
- A
bondade
é fazer o bem, desinteressadamente,
às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração,
amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama
a sério é: "Eu amo porque amo."
- A
Longanimidade
é a paciência para além da paciência, é quando
alguém continua a ser paciente depois de, tantas e
tantas vezes, ter sido posto à prova.
- O homem Manso dificilmente se
revolta. A
mansidão
está sempre associada à humildade e à
paciência. Jesus diz, quando se refere a Si mesmo:
"Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração que
Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave
e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que
estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei" (Mt
11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado
Coração de Jesus a todos nós. A mansidão é contra a
ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser
mansos, imitando o Divino Mestre.
- A
Fé,
para além de ser o fruto do Espírito Santo é uma das
virtudes teologais. A fé é um dom muito importante,
sem ela desesperamos e desanimamos ao longo da nossa
caminhada, feita de altos e baixos, com muitas
dificuldades. Sem a fé, o cristão chega a certa
altura, depois de muitas dificuldades desiste e
começa a levantar interrogações e deixa de praticar
o bem, deixa de ir à Missa e diz: "Afinal, os que
não vão à Missa, têm uma vida melhor do que a minha.
Então, que me adianta ir à Missa e rezar?". A fé
leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada
mas esta fé tem que ser conservada e protegida. Uma
das maneiras é a oração que aumenta e protege a fé.
A oração mantém-nos no caminho da fé e no caminho da
salvação, por isso é indispensável.
- A
Modéstia
relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra
a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que
deve acompanhar todo o cristão pois nele habita
Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio
corpo, não o expondo como um mostruário. Alertai
aquelas pessoas que se vestem com mini-saias,
decotes exagerados, blusas transparentes, calças
exageradamente apertadas, apresentando os contornos
do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas
com o devido pudor e respeito pelo corpo.
- A
Continência
é um fruto do Espírito Santo. O homem continente
sabe equilibrar-se, dominando a sua sexualidade.
Sabe guardar-se e proteger-se. A continência é uma
grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje
possuíssem esta grande virtude, não haveria em
muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento
porque todos saberiam manter a castidade e a pureza.
A continência é o domínio de si mesmo em relação aos
instintos sexuais.
- A
Castidade
é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a
pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da
alma, não se deixando manchar, caindo em pecados
contra o 6º e 9º Mandamentos. O sexto mandamento
diz: "Guardai castidade nas palavras e nas obras"; e
o nono mandamento diz: "Guardai castidade nos
pensamentos e nos desejos."
A castidade não é só protegida quando
o homem ou a mulher se abstêm de actos sexuais fora
do casamento mas deve ser protegida, evitando que os
olhos se fixem em programas indecentes ou imorais,
ou se fixem na rua em situações impróprias porque
isso leva a maus pensamentos e desejos.
S. Paulo, referindo-se aos esposos,
fala da Fidelidade dizendo que aquele que é fiel à
sua mulher, conserva a castidade e vice-versa. Por
isso, S. Paulo quando se refere à fidelidade quer
expressar a castidade também no casamento.
Estes doze frutos do Espírito Santo
devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os
conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los
ao Espírito Santo porque a quem Lhe pede, Ele os
dará. Se não os pedirdes, Ele ficará à espera.
Contudo, com as preocupações, o corre-corre e a luta
pela vida, muitas vezes esquecemo-nos de valores tão
sublimes e elevados.
S. Paulo, ao falar dos frutos do
Espírito Santo, lembrou os conceitos opostos a estes
frutos que são as paixões, referindo-as como obras
da carne: bebedeiras, orgias, ira, contendas,
partidarismo, ciúme, ódio, inveja, adultério,
fornicação. "Os que praticarem tais coisas, não
herdarão o Reino de Deus" (Gl 5, 19-21). E,
acrescentando,
S. Paulo diz-nos: "Devemos viver
segundo o Espírito e não segundo a carne" (Gal.
5,16).
Há quem viva segundo a carne, não
passa sem o sexo, sem a bebedeira, sem a ira, a
raiva, a vingança, o ressentimento e até pensa que
tudo isto são valores que devem ser vividos. Há
programas de televisão, revistas e livros que lançam
o sexo como um valor indispensável, aconselhando a
juventude à libertinagem sexual e fazendo imensa
propaganda dela. Isto, para o jovem menos avisado,
menos orientado e menos esclarecido, é um bem e um
valor sem o qual não pode viver, atirando-se
desenfreadamente para a sexualidade.
Assim, perderá a sua própria
personalidade. S. Paulo acrescenta: "Quem vive da
carne colherá a morte, mas quem vive segundo o
Espírito colherá a Vida Eterna" (Gl 6, 8).
Devemos rezar com mais assiduidade ao
Espírito Santo, confiando na Sua acção e
santificação na Igreja e nas almas. Sem a ajuda e o
impulso do Divino Espírito Santo, nada se pode fazer
ou cumprir para agradar a Deus ou à Santíssima
Trindade, para seguir o verdadeiro caminho.
Os cristãos devem cultivar um amor
ardente e mais confiante no Espírito Santo. A
devoção ao Espírito Santo é uma devoção necessária
para o cristão, uma vez que o Sagrado Coração de
Jesus é inseparável do Espírito Santo, ou seja, ser
devoto do Sagrado Coração de Jesus implica ser
devoto do Espírito Santo que deve ser assiduamente
invocado, rezado, convidado e procurado, pois só Ele
nos impulsiona à prática do bem.
O Espírito Santo é a alma e o motor
da Igreja, é Ele que vem conduzindo a Igreja ao
longo do tempo e irá conduzi-la até ao fim dos
tempos.
O Espírito Santo é o dom de Deus para
a alma do cristão, é o amor e a suavidade do Pai e
do Filho, Ele é o espírito da fortaleza. Foi Ele que
deu aos mártires a força de morrerem, corajosa e
alegremente, pela causa de Nosso Senhor Jesus
Cristo, pela causa do Evangelho. O Espírito Santo dá
a coragem e a energia para que o cristão possa
prosseguir no caminho da fé e da salvação.
O Espírito Santo que em nós diz "Abba
Pai" lembra-nos que somos filhos de Deus e que, por
isso, possuímos uma dignidade elevada. O Espírito
Santo que conduz o cristão é uma luz indispensável
para cada um de nós. Cristo é o caminho e Ele
prometeu aos apóstolos uma força do Alto, o Espírito
Santo Paráclito para que estes pudessem realizar
tudo aquilo que ouviram e aprenderam do Divino
Mestre.
A luz de Cristo que ilumina a nossa
alma é o Espírito Santo pois Jesus morreu para nos
dar a vida mas o homem nada pode fazer sem o socorro
divino, sem a ajuda de Deus. Para a nossa
santificação temos necessidade do Espírito Santo,
devendo suplicar-Lhe os Seus dons e frutos. Assim, o
que é impossível para nós torna-se possível se
rezarmos e invocarmos o Espírito Santo, se pedirmos
a Sua ajuda.
Temos como exemplo a Igreja
primitiva. Pensemos e meditemos no comportamento dos
Apóstolos que tiveram a coragem de deixar tudo para
seguir Jesus cheios de alegria, entusiasmo e
coragem, e isto, graças à acção do Espírito Santo.
Jesus instruía-os pacientemente, mas
eles por vezes não percebiam os ensinamentos de
Jesus porque ainda não estavam repletos do Espírito
Santo. Assim contece connosco, se não estivermos
cheios do Espírito Santo não percebemos muitos dos
ensinamentos do Divino Mestre. É o Espírito Santo
que vai despertando o desejo de seguir Jesus porque
o homem por natureza é fraco e precisa desta força.
Os Apóstolos andaram de país em país, de cidade em
cidade, realizando prodígios, milagres, correndo
perigos, sofrendo perseguições e até a morte graças
à força do Espírito Santo.
Foi com os homens fracos que a Igreja
primitiva se formou, porque este chamamento não
depende do homem mas d'Aquele que chama. Não depende
da capacidade ou da inteligência do homem, depende
de Deus. O homem é apenas o canal, o instrumento, a
via através da qual Deus trabalha e age desde que o
homem permita e aceite a disposição de Deus na sua
vida. Deus só precisa da disponibilidade do homem, o
resto é feito por Ele.
Se disseres: "Eis-me aqui, ó meu Deus
para fazer a Tua vontade, faz de mim o que
pretendes", Deus começa a agir mas para isso é
preciso que deixemos os nossos precon- ceitos,
vontades, caprichos e vaidades, pois como diz Jesus:
"Quem quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo, pegue
na sua cruz dia após dia e siga-Me" (Mt 16, 24). E o
que significa negar-se a si mesmo? Significa dizer
"Não" aos nossos caprichos, às nossas vontades, aos
nossos prazeres para que, quando estivermos vazios
de nós mesmos, possamos ficar cheios do Espírito
Santo.
Temos que esvaziar aquilo que está
dentro de nós, porque se não o fizermos, é como
despejar água num copo cheio - é impossível - porque
é preciso que o copo esteja vazio para que seja
possível enchê-lo. Acontece o mesmo com o homem.
Quando estamos cheios de nós mesmos, do nosso
orgulho, da nossa vaidade, Deus resiste e recua,
como diz o salmista: "Eu resisto ao orgulhoso e me
aproximo do humilde de coração"
Ele escolhe o que é vil e desprezível
para confundir o mundo. Deus é sempre Deus e assim
ninguém poderá vangloriar-se diante de Deus porque
os dons e os frutos não são méritos do homem, são
dados por Deus.
S. Paulo, na carta aos Efésios 2, 8-9
escreve: "E isto não vem de vós; é dom de Deus; não
vem das obras para que ninguém se glorie." Quem se
quiser gloriar deve gloriar-se em Jesus e não em si
mesmo, nem nos valores mundanos, não na vanglória
terrena, mas em Jesus. Assim, a tua glória será
Jesus, o teu prémio será Jesus, a tua alegria será
Jesus.
A acção do Espírito Santo sobre os
Apóstolos no dia de Pentecostes foi tão forte e
notória que, de fracos e cobardes que eram, estes
tornaram-se fortes e corajosos em todas as
circunstâncias da sua vida, suportando com coragem e
paciência todo o tipo de afrontas e até o
derramamento de sangue, dando a vida por Jesus e
pelo Seu Evangelho.
Todas as virtudes, como a prudência,
a justiça, a fortaleza e a temperança, devem ser
pedidas e suplicadas ao Espírito Santo. Se fores
prudente, se fores forte, naturalmente que, com mais
facilidade, irás resistir às influências e pressão
social; mas se fores fraco não poderás
resistir-lhes.
A fraqueza do cristão leva-o, num dia
de Domingo, a optar por não ir à Missa para ir a um
passeio. Mas, se o cristão for forte, diz: "Eu vou
ao passeio, mas primeiro vou à Missa" ou "apareço
mais tarde, agora não posso; vou à Missa". É curioso
porque, quando se trata de faltar ao emprego, a
pessoa diz: "Não posso", mas quando se trata de
assuntos de Deus a pessoa desleixa-se e falta à
Missa. Esta atitude é fraqueza humana e também falta
de fé. Lamentavelmente, hoje são poucas as pessoas
que rezam e invocam o Espírito Santo.
O Espírito Santo não deve ser
invocado somente pelos grupos carismáticos mas por
todos os cristãos, por todos os baptizados.
Alguns esquecem-se, muitas vezes, de
invocar Maria Santíssima. Como é que se pode separar
Maria Santíssima do Espírito Santo? Onde está o
Espírito Santo tem que estar Maria Santíssima pois é
Ela a distribuidora de todas as graças e é através
d'Ela que o Espírito Santo distribui as graças ao
cristão. Ela é Esposa do Espírito Santo.
Os homens fazem muitas perguntas e
pedem coisas banais e passageiras mas esquecem-se de
pedir o essencial que é a graça do Espírito Santo.
S. Lucas no capítulo 11, 13, diz-nos: "O Pai do Céu
dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem".
Há diversidade de dons e de serviços
mas o Espírito é o mesmo, pois é o mesmo Deus que
opera tudo, em todos.
A manifestação do Espírito Santo é
dada a cada um para proveito comum. A um, o Espírito
Santo dá uma palavra de sabedoria, a outro, uma
palavra de ciência, a outro a fé, a outro o dom das
curas, a outro o dom de operar milagres, a outro a
profecia, a outro o discernimento do Espírito, a
outros, o dom das línguas e a outros a interpretação
dessas mesmas línguas. Tudo isto, porém, é dado pelo
mesmo e único Espírito que distribui a cada um
conforme entende: "A manifestação do Espírito Santo
é dada a cada um para proveito comum" (1 Cor 12, 7).
O que significa isto? Todo o dom é dado, não para
proveito pessoal mas sim para proveito dos outros,
para que os filhos e as filhas de Deus beneficiem
destes dons.
Não é dado porque a pessoa o merece
mas porque o Espírito Santo entende dar o Seu dom a
este ou àquele, para que saiba utilizá-lo em favor
do bem comum.
Quando alguém recebe um dom tem que
exigir de si mesmo muitos sacrifícios, muitas
renúncias e muitas canseiras porque tem de fazer
render o dom que foi recebido.
Assim explica a parábola dos
talentos: "A quem mais recebe, mais lhe será
exigido". Se recebes dois talentos vais ter que dar
mais dois, quatro. Se recebes cinco vais ter que
apresentar mais cinco, portanto dez. Aquele que
recebeu cinco vai ter de trabalhar muito mais do que
aquele que recebeu apenas dois. Por isso não devemos
invejar os dons do Espírito Santo que alguém possui,
porque é um pecado. Não podemos dizer: "Quem me dera
a mim ter este ou aquele dom". Não, porque isso é da
vontade do Espírito Santo.
Reparem neste episódio que me
aconteceu. Depois da Santa Missa chamei um colega
Sacerdote para estar ao meu lado a ajudar-me a rezar
pelas pessoas e o Espírito Santo resolveu realizar
as suas curas e libertações. Depois, à mesa, o
colega perguntou-me: "Onde é que aprendeste tudo
isso?" e eu respondi-lhe: "Isso não se aprende, foi
dado". Portanto, os dons são dados, não são
aprendidos.
A caridade é o maior dom dado pelo
Espírito Santo: "A caridade nunca acabará. As
profecias cessarão, as línguas também cessarão e a
ciência findará. Por agora subsistem estas três: a
fé, a esperança e a caridade, mas a maior delas é a
caridade" (1 Cor 13, 13).
Nunca nos esqueçamos que é o Espírito
Santo que santifica e edifica as almas. É tudo obra
do Espírito Santo, é Ele que converte os corações,
que toca neles e não o padre. Se o padre estiver
cheio do Espírito Santo as suas palavras vão tocar
os corações e vão convertê-los, mas é o Espírito
Santo que está no padre. Se ele não tiver o Espírito
Santo em si pode fazer lindos discursos, muito bem
preparados, mas não toca os corações, porque não O
tem presente.
Ninguém poderá dizer: "Jesus é o
Senhor" ou "Jesus, eu Te amo", se não for sob o
impulso do Espírito Santo, nem poderá adorar a Jesus
se não for pelo Seu impulso. Ninguém poderá ser
humilde se o Espírito Santo não inserir no seu
coração este belo fruto de reconhecimento e de união
ao seu Criador. E quanto mais humilde for a pessoa,
mais graças recebe de Deus.
Muitas vezes os cristãos perdem
muitas graças porque não sabem recebê-las. Vamos dar
um exemplo concreto: Se Jesus Sacramentado passa por
ti e tu ficas de pé, como se fosses uma sentinela,
Jesus queria dar-te as Suas graças mas não as poderá
dar, porque não vê em ti humildade. Então, a graça
passa e vai ser entregue ao homem humilde que já a
tinha em abundância porque tu não honraste o teu
Deus. Perante esta situação Jesus não pode fazer
nada. Muitas pessoas dizem: "Não me apetece
ajoelhar". E eu digo: "Não te apetece?" Mas é o teu
Deus que está diante de ti! Tens uma fraca fé ou não
a tens porque não identificas Quem está presente
nesse momento.
Padre Manuel Sabino, Fundador dos
Servos do Bom Pastor
Fonte: http://www.servosdobompastor.net/EnsEspiritoSanto.html
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